Talvez esta seja a pergunta que mais escuto na vida. A história é longa, depois escrevo, mas aqui segue o relato breve.
Seiláqueano era, mas em detalhes lembro que estava no pré vestibular para o IME (esta é outra história… ou seria estória?) e chovia na Tijuca. E fazia frio também. E eu no braço com um paletó antigo do meu pai, que eu particularmente gostava muito (do paletó) (e do meu pai tb), mochila cheia de livros nas costas e guarda chuvas na outra mão…

Desajeitado que sempre fui (dizem que os da minha espécie são ágeis na água porém esquisitos em terra), achei melhor colocar o paletó por sobre os ombros, por cima da mochila e tal, para ter uma mão livre e abrir o guarda chuvas.
Pronto, bastou os colegas (amigos da onça) me verem com o paletó preto por cima da mochila e dos ombros, calhou de estar com uma blusa branca e guarda chuvas na mão, para começarem a gritar: “Qüem qüem qüem qüem” (onomatopeia de pinguim, mais para pato no caso) e virou a piada da semana: Qüem qüem lá vai o pinguim. Cadê o Batman?”
E como quando quanto mais a gente briga contra apelido, pegou né?
E virou nome de guerra, artístico, ou seilaoque….